Conheça o nosso projeto
Tecnologia para Todos: Representação e Inclusão em Foco
Este projeto foi desenvolvido como parte da disciplina Tecnologias Assistivas para Educação Inclusiva no Ensino, sob a orientação dos professores Mariza Sueli de Oliveira Sodré, D.Sc., e Gabriel Mello dos Santos Abreu Mol, M.Sc.. Nossa missão é mostrar que a tecnologia só é realmente inovadora quando promove equidade, representatividade e acessibilidade para todos.
Apresentação do Grupo Master GleBEM
Somos o Grupo Master GleBEM, formado no âmbito do Doutorado Profissional em Novas Tecnologias Digitais na Educação da UniCarioca, e reunimos profissionais de diferentes áreas da Educação que compartilham o compromisso com a inovação, a inclusão e a transformação social por meio das tecnologias.
Nosso nome é formado pelas iniciais de nossos integrantes, Glenda, Mariana, Rubem e Stela, e representa nossa união em torno de projetos que conectam teoria e prática, com base na colaboração, na escuta ativa e no desejo genuíno de impactar positivamente a educação brasileira.
Este trabalho foi desenvolvido na disciplina Tecnologias Assistivas para Educação Inclusiva no Ensino, sob orientação dos professores Mariza Sueli de Oliveira Sodré, D.Sc., e Gabriel Mello dos Santos Abreu Mol, M.Sc., como parte de uma proposta formativa que articula conhecimento acadêmico, crítica social e intervenção midiática.
Cada integrante do grupo contribui com sua trajetória única:
Glenda Campos
@secretariaescolar365dias
Secretária Escolar e consultora em documentação educacional, com experiência na formação de gestores e secretários escolares.
Mariana Corrales
@manacorrales
Docente de Língua Portuguesa, regente da rede pública. Desenvolve práticas educacionais equitativas, inclusivas e orientadas para a valorização da diversidade.
Rubem Deziderio
@rubemdavid
Médico e neurocientista, traz à educação o olhar da afetividade e da cognição, ampliando as interfaces entre saúde e aprendizagem.
Stela Setimi
@stelasetimi
Professora da rede pública e pesquisadora, engajada na formação docente crítica e em metodologias que transformem o cotidiano escolar.
Sobre os Professores da Disciplina
A disciplina Tecnologias Assistivas para Educação Inclusiva no Ensino foi conduzida por uma dupla de docentes altamente comprometidos com a inclusão e com o uso crítico das tecnologias na educação.
Profª Drª Mariza Sueli de Oliveira Sodré
Bióloga e Doutora em Ensino em Biociências e Saúde pela Fiocruz. É professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Novas Tecnologias Digitais na Educação da UniCarioca, onde também coordena o Grupo de Pesquisa em Tecnologias Assistivas e o Laboratório de Inclusão. Atua com foco em formação continuada, neuroeducação e inclusão escolar com apoio de recursos assistivos.
Prof. Me. Gabriel Mello dos Santos Abreu Mol
Mestre em Computação pela UFRJ e graduado em Ciência da Computação pela UniCarioca. Atua como pesquisador e tecnologista no Núcleo de Computação Aplicada da UniCarioca/CNPq. Tem experiência no desenvolvimento de jogos digitais, realidade virtual e aumentada, com foco em aplicações educacionais interativas.
Sob a orientação desses docentes, nosso grupo foi desafiado a refletir sobre os estereótipos e invisibilidades que marcam a representação das pessoas com deficiência na mídia e a propor, por meio de uma galeria interativa e uma performance crítica, caminhos possíveis para transformar esse cenário. O resultado é um trabalho que une teoria, sensibilidade e ação pedagógica com base nos princípios da inclusão e da justiça social.
Capacitismo na Mídia: Quando a Intenção Não Basta
A campanha publicitária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), veiculada em 2022 com o título "Seja Gigante nas Eleições", buscava incentivar pessoas com deficiência a solicitarem a mudança de local de votação para seções com acessibilidade.
Apesar da boa intenção, a peça foi alvo de severas críticas de especialistas e ativistas da causa PCD (Pessoas com Deficiência), por reforçar estereótipos capacitistas, como o da superação individual e da inspiração forçada.
O vídeo é protagonizado por Brazil Nunez, servidor da Justiça Eleitoral com deficiência, que inicia com a frase:
“Obstáculos a gente enfrenta todo dia, mas perto da vontade de votar, todos eles ficam pequenos.”
Essa abordagem, embora motivacional à primeira vista, carrega uma mensagem problemática: ela sugere que a vontade individual é suficiente para superar barreiras estruturais, quando na verdade a acessibilidade é um direito garantido por lei e uma responsabilidade coletiva da sociedade.
A ideia de “ser gigante” ao votar reforça o estigma de que pessoas com deficiência só merecem reconhecimento quando realizam ações "extraordinárias", como se o simples exercício da cidadania fosse algo fora do comum.
Segundo a análise publicada no portal Jornalista Inclusivo
, a campanha reproduz um paternalismo simbólico, tratando o eleitor com deficiência como um herói por simplesmente exercer seu direito.
Esse tipo de narrativa, ainda muito comum na mídia, é um exemplo claro de capacitismo institucional, um preconceito disfarçado de empatia.
Vídeo Reconstruído: Um Convite à Cidadania sem Capacitismo
Diante da análise crítica da campanha institucional do TSE, o grupo Master GleBEM reconheceu a urgência de propor uma narrativa mais inclusiva, cidadã e livre de estereótipos capacitistas.
Embora bem-intencionada, a campanha original reproduz uma lógica de superação individual, ao invés de enfatizar a responsabilidade coletiva na promoção da acessibilidade e da equidade.
A partir desse diagnóstico, desenvolvemos uma nova proposta audiovisual, recriando a peça institucional sob uma perspectiva mais ética e comprometida com os direitos das pessoas com deficiência. Para isso, utilizamos recursos de inteligência artificial generativa (IA), por meio da plataforma Google Gemini
, como ferramenta de criação de imagens, roteirização e montagem, o que também reforça o compromisso desta disciplina com o uso pedagógico e criativo das tecnologias emergentes.
Nosso objetivo foi comunicar, de forma objetiva e sensível, que votar é um direito inegociável, e que a acessibilidade é dever do Estado e da sociedade e não uma conquista individual.
Com frases curtas e cenas visualmente impactantes, buscamos romper com o discurso capacitista de “superação” e dar lugar à representatividade e à dignidade na participação política.
Este vídeo foi concebido como uma alternativa crítica e propositiva ao original, dentro da proposta da disciplina Tecnologias Assistivas para Educação Inclusiva no Ensino, com o intuito de provocar reflexões sobre como as tecnologias podem, e devem, ser aliadas na desconstrução de narrativas excludentes e na construção de uma sociedade verdadeiramente democrática e acessível.
Legislação e Inclusão: Conhecimento é Acesso!
Nesta seção especial, reunimos as principais legislações brasileiras voltadas para a inclusão de pessoas com deficiência.
Essas normativas são importantes para garantir direitos, orientar práticas pedagógicas e promover a acessibilidade educacional e cidadã em todos os níveis.
Em especial, destacamos leis e pareceres voltados ao Estado do Rio de Janeiro e ao Município do Rio de Janeiro, que avançam na consolidação de políticas públicas inclusivas.
Como consultar?
Basta clicar no botão correspondente ao ano da legislação desejada para ser redirecionado à fonte oficial.
O acesso é rápido, direto e confiável.
Acervo complementar disponível no site da Câmara dos Deputados.
Esse material reúne dispositivos legais que tratam da inclusão, acessibilidade, benefícios sociais, direitos educacionais e trabalhistas, entre outros temas fundamentais.
2022
Deliberação CME‑RJ nº 52/2022
Altera dispositivos da Deliberação 29/2018, reforçando o atendimento na rede municipal com apoio pedagógico e permanência dos alunos com deficiência em turmas regulares.
Deliberação CME‑RJ nº 29/2018
Regulamenta o atendimento a crianças com deficiência, TEA ou altas habilidades em instituições privadas de ensino infantil no Município do Rio de Janeiro.
Deliberação CEE‑RJ nº 355/2016
Normatiza o Atendimento Educacional Especializado (AEE) para alunos com deficiência no estado do Rio de Janeiro.
Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência)
Garante direitos fundamentais às PCD, abrangendo saúde, educação, trabalho, cultura e acessibilidade.
Lei Estadual RJ nº 6.708/2014
Cria programa de reserva de vagas nas redes pública e privada para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Estado do Rio de Janeiro.
Lei nº 10.098/2000
Estabelece normas de acessibilidade em transporte, edificações, comunicação e outros.
Lei nº 8.742/1993 (LOAS)
Assegura o Benefício de Prestação Continuada para PCD que não têm meios de subsistência.
Lei nº 8.213/1991 (Lei de Cotas)
Exige reserva de vagas de 2% a 5% em empresas com 100 ou mais empregados para pessoas com deficiência (PCD).